Quinta-Feira, 14 Agosto 2008 por Cientista
As pessoas surgem sem que contemos com elas e entram-nos no ouvido e chegam-nos ao coração… E depois a música acaba e as pessoas desaparecem e não sabemos para onde vão…*
E às vezes as pessoas aparecem, sem voltar, mas aparecem, ousando ir onde a imaginação há muito não se aventurava. A oriente tudo bem. Bom saber-te. Bom ver-nos tão iguais a sempre… e tão diferentes do que um dia fomos.
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Segunda-feira, 11 Agosto 2008 por Cientista

2000 - 2008
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Terça-feira, 29 Julho 2008 por Cientista
Ora parece-me que esta ilha atingiu finalmente estatuto de tropico. Nunca morei num pais tropical, mas imagino que seja parecido com o que se viveu ontem por ca - temperaturas altas, humidade elevada a colar a roupa ao corpo, ambiente carregado com ameaca de diluvio, trovoada e relampagos, diluvio, regresso ao sol e a temperatura elevada. Sim, parece-me que seja qualquer coisa parecida com isto! Isto sim, e ir pra fora ca dentro!
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Segunda-feira, 14 Julho 2008 por Cientista
Se me tivesses dito como se parecem as vírgulas e os pontos finais nesse mundo teu de que não faço parte, talvez soubesse pontuar a minha história. Queria olhar os parágrafos de frases sem sentido e ver-lhes coerência, dar-lhes a forma serena das grandes histórias e contos a que volto vezes sem conta. Queria admirar essa massa de palavras amorfas e ver-lhe a poesia latente do sentido. Queria. Em vez disso, pontuo sem certeza ou convicção este texto a que chamo capítulo, e tu chamarás outra coisa qualquer se no silêncio das noites insones pensares em mim em fragmentos coesos de desejo. No fim, sei que faremos das mesmas palavras histórias tão distintas quanto permitem as vírgulas e os pontos finais que pontuam a vida nos nossos mundos. Não gosto da minha versão. Mostra-me a tua, deixa-me aninhar nessas coisas que tu sabes e eu não, quieta, a ouvir-te falar-me ao ouvido, inebriada na tua pele, começando a descoberta dos lugares que se quer saber de cor.
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Sábado, 5 Julho 2008 por Cientista
O que são as palavras e os gestos? O que é o momento em que ambos se fundem? O que aconteceu no instante em que olhámos as perguntas que não fizémos porque não sabíamos a resposta? Deixaste-me nas incertezas de uma certeza castradora, entre sorrisos que não podem ser felizes mas só tristes e resignados com o que quer que seja que existe depois. Há um depois. Um depois de momentos doces em que me vou perder quando pensar em ti. Um depois de sorrisos mais conformados e quase felizes quando lembrar a promessa que nunca foi… Um depois repleto de coisas que nunca saberemos, mas que um dia fará sentido… Há uma nostalgia etérea nas oportunidades perdidas que nos adormece os sentidos…!
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Sexta-feira, 27 Junho 2008 por Cientista
Hoje usei o autocarro, em vez da bicicleta. E tinha o ipod em shuffle. E de DMB foi para Mafalda Veiga e voltou a DMB. E depois o Tom Sawyer passeou-se descalço, saltando da minha secção vintage, em requintes de antiguidade. E eu lembrei-me dele. O R. era uma jukebox portátil. Titubeava músicas a pedido, sempre uma qualquer melodia nos lábios. Recordei a mensagem de voz que me deixou, cantando o Porto Sentido, que tive guardada tanto tempo quanto possível e ouvi vezes sem conta. Lembrei a voz murmúrio, no meu ouvido, com palavras dele e outras melodias que sabia de cor. Já não sei do R., não falamos há tanto tempo… Sentada a quase ouvi-lo, através do meu ipod em shuffle, pensei como também a vida é um pouco shuffle… As pessoas surgem sem que contemos com elas e entram-nos no ouvido e chegam-nos ao coração… E depois a música acaba e as pessoas desaparecem e não sabemos para onde vão…
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Quinta-Feira, 19 Junho 2008 por Cientista
Perguntaste como lido com a sensacao de estar perdida. Nao soube o que te dizer, precisei de uns momentos… Sei, agora.
Os amigos. Friends will pull you through, always. Bons amigos, leais, que estao ali, que te dao a mao para que nao te percas, que te estendem a corda para que saibas sempre que ha um caminho.
As pessoas. Surgem em momentos inesperados, pessoas que restauram a tua fe no mundo. Fazem-te sorrir sem que saibas muito bem porque e dao-te forca para continuar a acreditar.
As pequenas coisas. Sempre dei muita importancia ao pormenor, ali se cultiva o cuidado com o outro e a alegria em forma de somatorio. Nas pequenas coisas encontro sustento para sorrisos em dias improvaveis, lagrimas de comocao perante gestos doces, forca para decider que vida quero para mim.
Continuo perdida, sabes? Se perdida e saber para onde se vai. Mas se perdida e saber onde encontrar um sorriso… nao me importo de estar perdida!
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Domingo, 15 Junho 2008 por Cientista
O meu irmão pequenino que não é tão pequenino assim e que aliás é maior que eu veio passar o fim de semana comigo. E foi o melhor fim de semana ever! Fez-me lembrar os bons velhos tempos mas, melhor que isso, deu-me memórias novas, daquelas boas que me vão fazer sorrir em dias nublados! Fizémos punting e rimo-nos como eu já não me ria há muito… e eu rio-me muito, porque gosto e porque sou feliz! Passeámos por Oxford e apreciámos todas as coisas que eu já tinha visto sozinha sem metade da piada. Comemos francesinhas e ficámos cheios! Conversámos, acima de tudo conversámos, do que foi, do que vai ser e do que gostávamos que fosse… sonhos e realidades!
O meu irmão pequenino passou o fim de semana comigo e eu adorei cada momento!
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Sexta-feira, 13 Junho 2008 por Cientista
No Tesco. E agora no meu frigorífico! Hahahahahahahahahwwwaaaaaaahhh!
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Sexta-feira, 6 Junho 2008 por Cientista
Chega o dia em que as palavras têm que ser categorizadas, ou não têm mas um dos dois acha que têm e vai e diz e depois o título fica ali pendurado e ninguém sabe muito bem o que fazer com aquilo. É que aquilo não pode ser porque isto e aquilo e não se sabe para que lado é que o vento sopra. Do título vem o vai-se mas afinal não se vai e até se queria mas não se sabe bem, só que se queria e que era bom mas não se vai na mesma. Chega o dia em que se percebe que o dia não chega.
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Quinta-Feira, 5 Junho 2008 por Cientista
Hoje, no trabalho, entalei o dedo mindinho entre o apoio de braço da cadeira e a secretária. Violentamente. E agradeci aos deuses, esses fixes, por me porem a trabalhar num sítio onde ninguém fala a minha língua. Acho que o chorrilho de palavrões que se seguiu não seria bem aceite noutros locais!
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Terça-feira, 3 Junho 2008 por Cientista
e hoje finalmente dancei salsa!
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Domingo, 1 Junho 2008 por Cientista
Gosto de domingos calmos e contentes, como os fins de semana em que fomos ao mercado comprar fruta e depois parámos na pastelaria que tinha croissants pequeninos com creme que comíamos a meias. Gosto de domingos calmos e contentes, como aqueles em que costuro sem pressas e vou passear e depois ando descalça pela casa em calças de pijama e vejo os pássaros a debicar a comida no comedouro.
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Sexta-feira, 30 Maio 2008 por Cientista
E uma claridade sem sol esta que antecede o fim de semana. O ar esta humido, mas nao frio. Queria calor e sol e, porque nao?, praia. Mas, a falta disso, ha que atacar o plano B com emocao: por o quarto em dia, para que mude disto, e entreter-me com costuras e manualidades. Quem disse que o plano B nao pode ser optimo?
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Quinta-Feira, 29 Maio 2008 por Cientista
La fora esta seco. Vestir ou nao vestir as overtrousers?
Nao vestir. E correu bem. Hahahahahahahahaha (riso de triunfo! - talvez devesse ter uns muaww e mais uns u e w la para o meio, mas optei por exclui-los!)
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Quarta-feira, 28 Maio 2008 por Cientista
Manhã
Eu: (não vou vestir as minhas muito impermeáveis sobre-calças (isto é assim que se diz, overtrousers?!, mas adiante) porque isto até nem está tão mau assim!)
Dilúvio. Calças não impermeáveis encharcadas até à cintura. Única parte seca do corpo: cabeça, protegida por mini guarda-chuva que não voou porque não havia vento, vá lá.
Fim da tarde
Ele (senhor aleatório no parque de bicicletas): Just get your bike, love, I’m gonna take a while getting my overtrousers.
Eu: Thanks. Sorriso. (claro que não precisas das tuas, isto até nem está tão mau assim!)
Dilúvio a meio do caminho. Não faz qualquer diferença. Desta vez completamente encharcada, que na bicicleta não se usa guarda-chuva, por muito pequenino que seja, e o capacete tem buracos.
Moral
Sem palavras secas.
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Terça-feira, 27 Maio 2008 por Cientista
A vida conta-se em histórias de pequenos nadas que, juntos, fazem um todo. Contadores de histórias são bens preciosos que devemos preservar. E de repente, esses pequenos nadas ganham forma definida no conjunto, tornam-se episódios fundamentais de uma série que ainda vai no início. A vida conta-se em histórias… e histórias contam a vida. Importante é saber a história que se quer contar e a história que se está a escrever… queremos lá agora perceber um dia que perdemos pequenos nadas que afinal eram tudo…!
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Quinta-Feira, 22 Maio 2008 por Cientista
Hoje é quinta-feira mas bem podia ser sexta, duma semana com 15 dias. Cansada. Muito cansada. Quero agora uma semana, igualmente de 15 dias, num spa! Muitas massagens e dolce fare niente…! Sonhar é bom!
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Domingo, 18 Maio 2008 por Cientista
Foi assim sem avisos ou despedidas ou outra coisa qualquer. Foi, apenas. E nada mais houve a dizer ou a acrescentar ou a emendar. O que quer que seja que isso facilite, há as outras coisas que isso não beneficia em nada. Foi assim. Pegar nesse assim e fazê-lo resposta a pergunta não formulada, para que no foi assim haja aceitação. Não pensamos que as pessoas desaparecem da nossa vida, mas elas vão e não voltam e é assim. Assim. Aceitar-se, aceita-se; gostar-se… nem por isso.
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