Uma boa parte do meu fim de semana foi passada a fazer três ATC, ou seja, três cartões de 64×89 mm, para uma troca no Swap-bot. Diverti-me, foi giro, nunca tinha feito, gostei. Agora, o que não gostei foi das conversas que surgiram à volta dos ATC. Eu explico. Sempre que dizia que estava a fazer ATC e dava uma definição, INVARIAVELMENTE despoletava a pergunta “Giro, mas… qual é a função disso?“. “É bonito e único!“. “Ah, mas isso não é função. Diz lá, qual é o propósito?“.
Foi quando percebi que gosto de coisas bonitas! Epá, gosto. Gosto de coisas bonitas que não cumprem mais nenhuma função para além de serem bonitas. Gosto de olhar para coisas bonitas. E únicas. E gosto de pensar que alguém fez uma coisa bonita para mim, só para mim, e ma deu. E depois eu olho para ela. Para essa coisa bonita. Percebi que a beleza é subvalorizada. Tão subvalorizada que dizer GOSTO DE COISAS BONITAS deixou de ser um lugar comum.







