Pela primeira vez, não fiz uma resolução de ano novo. Não sei porquê. Não vejo nisto um significado profundo, mais do que uma diferença para anos anteriores. Vejo só que o tempo é um contínuo, de histórias que não se repetem, vida contada em dias de estações múltiplas, pautados por datas alheias a burocracias e praticalidades. Este ano, tão pequenino é ainda, e aprendo que a geografia são de facto as pessoas e que podemos tantas vezes esconder-nos nas fugas aparentes para outras latitudes, mas regressamos sempre a nós, eventually. Este ano, por mero acaso temporal, aprendo a aceitar o fechar de capítulos que um dia me fizeram rir muito de olhos a brilhar e chorar por fora e por dentro em igual medida, como as histórias tristes de que gostamos na mesma porque reais. Este ano, percebo que já não é para mim dizer adeus… e ainda me faltam alguns.





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