Esfrego os olhos cansados de dias longos e noites agitadas, bebo mais um bocadinho do chá de camomila, sempre camomila, que espero me entorpecerá os sentidos até adormecer sem sonhos. Esfrego os olhos cansados enquanto procuro em mim as palavras que não tenho para o pensamento que não sou. Fora de mim. Ou em mim. Procuro-me nessa vaga ténue de lembrança e não estou, desaparecida algures entre o nada e coisa nenhuma, e tenho saudades minhas, se só eu. Esfrego os olhos cansados e sem sorrir acalmo-me, um dia penso-me. eu.
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