Cinco. Foram cinco os copos que entornei. De nervoso. Daquele nervoso miudinho que um dia foi bom e borboletas na barriga e agora é só nervoso miudinho vestido a insegurança e cachecol para o frio. Não sei que lhe faça, vem só de não saber o que fazer (e falar um bocadinho demais com as mãozitas, mas menos), e olha para mim como se tudo fosse . Foram cinco os copos, mas dentro de mim tanto já que se entornou, mas em seco, a ouvir o eco do silêncio que é estar tão só por dentro que até o nervoso miudinho se perde ali sem saber onde se encostar. Nesses cinco copos escrevi a história do medo e do que não sou eu, nem quero ser eu, que eu quero ser eu porque gosto mais de mim quando não entorno copos. Deixei ali um bocadinho de mim, o bocadinho que não gosto tanto, enquanto me agarro com força ao outro bocadinho que acredita, só que não desta vez.





Deixe uma Resposta