Por aqui, pensa-se em esquecer. O problema das memórias guardadas, ao contrário das esquecidas, é que se depositam nos sulcos finos da nossa pele e despertam ao menor toque. Não quero tocar-te. Nãao quero lembrar que te toquei. Quero que a minha pele seja só minha e que a recordação do cheiro do teu pescoço seja inodora. Mas não é. Nas covas do teu riso que me fitou, a minha mão que se move segura pelo teu corpo mapeado a desejo. Na tua voz a embalar-me o sono, o tempo todo que não passou. Quando toda eu for pele vincada pelos dias, e de ti não souber mais que uma memória, nunca vazia de ti a minha pele, sempre o aroma doce da curva do teu pescoço.





Bem… tinha saudades de me sentir assim, como sinto depois de ler algo tao belo e honesto. Nao existes, poeta-cientista.
Existo. E às vezes dói um bocadinho. E depois leio estes mimos e já não dói tanto. Até passar. Beijo
Mereces todos os mimos do mundo.Sempre.