Foi no dia a seguir ao dia que passou, quando as flores amarelas foram focos de luz e aromas primaveris na Primavera que nunca foi. Foi nesse dia. Os móveis escondiam-se debaixo dos lençóis brancos ainda sem pó, em jeito de casa antiga, que não era. Queria arrancar os lençóis, dobrá-los metodicamente e guardá-los nas gavetas dos móveis escuros que ocupavam divisões em lugares solenes de banalidade por uso. Devolver à casa fechada as janelas abertas em plantas viradas para o sol. No ar, ainda um breve aroma dos perfumes matinais dos que já não existem, que estavam lá só antes dos lençóis, e que admiravam os móveis e às vezes compravam flores amarelas porque. Foi nesse dia. Foi nesse dia que chorei.





Tenho tantas saudades tuas e das tuas palavras. Quando dá um aperto mais forte, passo por cá, por aqui… e sorrio. Pois a minha cientista preferida deixa-nos cá um pouco dela também de vez em quando.
Quando voltas a terras lusitanas?
C.x
São sete da manhã e atiras-me uma lágrima de felicidade para o canto do olho… Que saudades tenho tuas também!
Vou em Maio, mas muito pouco tempo. Depois, talvez em Agosto, uma semana, talvez Lisboa… 🙂
Beijo grande!
Desde 2001 tenho tido algumas tristezas destas também. Uma delas muito grande, quando saí de Madrid definitivamente, porque me despedia de muito mais do que uma casa. Já nao era só uma casa. Só sei expressá-lo em inglês, há um momento em que o conseguimos: to make a house a home. Beijo.
Há sítios que são a nossa casa, sem que nada façamos para isso… Há sítios que só imaginamos num futuro que não queremos que chegue! Beijo