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Quando a C. trocou Londres pela Pátria, eu quis encher o meu moleskine de palavras que nunca encontrei, de pensamentos que nunca consegui formalizar nessa escrita a tinta preta que cobre páginas. Ficou tão vazio o meu mundo que minhas eram essas palavras inexistentes em páginas vazias.
Às vezes, é mesmo isso, só isso. Um peso de nada. Um nada demasiado grande para explicar. Sinto-lhe a ausência nos telefonemas quase diários, tantas vezes mal punha um pé fora do trabalho a caminho da estação. SInto-lhe a falta nas palavras que não precisavam, nunca precisaram, de explicação. Acima de tudo, sinto-lhe simplesmente a falta.
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