Nas paredes as fotografias de nós, colecções de uma vida que hoje é só minha. E eu não sei ocupar a cama vazia que tem ainda o teu perfume e a forma exacta do teu corpo, esculpido em anos de noites perfeitas e imperfeitas. Não lhes toco, nas fotografias, nas paredes, nos lençóis, que ainda te acredito real, a chave na porta e o beijo pronto. E quando não chegas, a noite é longa demais, a casa fria demais, a tua pele atormenta-me na saudade que te sabe de cor. Quando não chegas, perco-me em mim e na história de nós, essa história que era só uma história sem narrador, até ao dia em que partiste, e me coube a mim contá-la. Mesmo quando a ferida sangra…
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porque é que apagaste o meu comentário?
porque continha informação específica.
Não sei aonde é que tinha informação específica… mais específicos que os poemas que colocas não são com certeza… põe mas é o meu comentário de volta que estava muito giro.
Bolas!!! Porque é que não vim cá antes? (pc doente, that’s why… 😦 Pelo-me por “informação específica” 😛 Torna as pessoas mais próximas, sabes…)
Estou com o Pudget: abaixo a censura! Eheheh!!!
Mas estou contigo também: faria exactamente o mesmo que tu.
Jinhos.
Joana: obrigada 🙂 beijo
Uma saudade, uma ferida a sangrar, as fotografias, um olhar vago, perdido em muitos sentimentos… como eu entendo o que aqui escreves…
gosto sempre muito de te visitar.
como me entendes, de facto…
obrigada!