Não sei de cor a letra da música que toca, não a ouço nas palavras, não sei do que diz. Sei que vou de fotografia em fotografia, ao ritmo da nostalgia que essa música que não sei imprime nas horas de um dia quieto. Os sorrisos que não me fitam, nos instantâneos roubados a uma vida em fast motion, fazem-me sorrir, um sorriso pela metade, que lhes sinto a falta, para ser completo. Contam-me histórias de dias felizes, iluminados pela luz perfeita de um retrato nostálgico. Tantas, as pessoas que a música acorda em mim, que me pesa o peito de saudade. Páro a viagem, deixo-me estar, quieta, muda a música, e eu enterrada nesse universo agridoce das lembranças fugazes de olhares e gestos que nos mudaram a vida, e dos que não mudaram nada, só talvez, um pouquinho, um dia apagado num sorriso feliz!
nostalgia emprestada
Domingo, 1 Outubro 2006 por Cientista
a ouvir Beth Orton: Blood red river, e depois Devil song, e depois Feel to believe, and so on…
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