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Quando, ainda em Portugal, passava os olhos pelas Societies e Clubs da minha Universidade, não me atraiu nada a capoeira. Viver no Algarve, ter amigos capoeiristas dedicados, e sempre ter escapado incólume ao fascínio de tal arte, parecia-me razão suficiente para nem pestanejar ou dar-me sequer ao trabalho de ler mais sobre eles. Mas 9 dias numa terra em que ninguém fala a minha língua iriam mudar isso.

Na sexta-feira passada, na Freshers Fair da Universidade, o apelo da língua falou mais alto. E em nada me incomodou ser português do Brasil, aquilo sabia-me era bem, quem és tu?, o professor de capoeira, perfeito, vou para a capoeira, quando é a aula?, e nem acredito que falo portugês, e ele vamos trocar uma ideia, e eu mas isto é demais, meu velho e querido idioma que não pensei sentir-te tanto a falta.

Ontem, lá estava eu, primeira da fila numa turma gigante, com iniciados e avançados, tantas vezes na iminência de levar um pontapé no meio dos dentes, mas feliz nas explicações que me chegavam em português, sem que ninguém percebesse patavina. Soube-me pela vida! Cheguei a casa estafada, mas feliz. E, surprise surprise, esperava-me o primeiro fish & chips da minha existência. Felicidade distribui-se, aqui pras minhas bandas!

4 Respostas

  1. Não é possivel fugir ao Síndrome do emigrante!
    Precisamos de ouvir a nossa lingua, nem que seja com sotaque!
    A tua felicidade chegou até aqui!


  2. Esperemos que a visita não leve muito tempo. O livro fica guardado uma vez que a interessada tem cartão VIP na biblioteca da Fundação Yulian Putsynaya.


  3. Que bom! Por aqui o mesmo acontece, mas à sexta-feira ao almoço. A professora de Português (do Brasil) organiza uma “Portuguese Table” que tem por objectivo reunir os alunos portugueses e brasileiros da Universidade e os americanos que estão a aprender Português (do Brasil). Escusado ser dizer que as saudades aumentam exponencialmente à sexta ao almoço prolongando-se à por vezes fim-de-semana fora… Mas a verdade é que se anulam distancias e isso sabe sempre bem! Jinhos


  4. psi: síndrome do emigrante, é isso mesmo. Se bem que acho que me estou a curar; ou isso ou estou a ficar linguisticamente preguiçosa😛

    Pudget:😀 também eu espero que a visita esteja para breve, tenho saudades!

    Joana: que sorte tens! A Portuguese Society, que não é na minha universidade mas noutra, também em Bristol, ainda não se deu ao trabalho de me responder! Contento-me com os breves minutos de explicações personalizadas nas aulas de capoeira😀



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