Por ti falo. E ninguém sabe. Mas eu digo
meu irmão minha amêndoa meu amigo
meu tropel de ternura minha casa
meu jardim de carência minha asa.
Por ti morro e ninguém pensa. Mas eu sigo
um caminho de nardos empestados
uma intensa e terrífica ternura
rodeada de cardos por muitíssimos lados.
meu perfume de tudo minha essência
meu lume minha lava meu labéu
como é possível não chegar ao cume
de tão lavado céu?
José Carlos Ary dos Santos
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Por mais estranho que pareça este OLÁ é de um amigo.
Quantos de nós temos um amigo que faça um retrato nosso assim?
Pudget: Não parece estranho, sabe bem 🙂
Katraponga: ainda que o retrato não seja por estas palavras belas, mas em sentimento, já dirá muito das nossas amizades, não?