Se me tivesses dito como se parecem as vírgulas e os pontos finais nesse mundo teu de que não faço parte, talvez soubesse pontuar a minha história. Queria olhar os parágrafos de frases sem sentido e ver-lhes coerência, dar-lhes a forma serena das grandes histórias e contos a que volto vezes sem conta. Queria admirar essa massa de palavras amorfas e ver-lhe a poesia latente do sentido. Queria. Em vez disso, pontuo sem certeza ou convicção este texto a que chamo capítulo, e tu chamarás outra coisa qualquer se no silêncio das noites insones pensares em mim em fragmentos coesos de desejo. No fim, sei que faremos das mesmas palavras histórias tão distintas quanto permitem as vírgulas e os pontos finais que pontuam a vida nos nossos mundos. Não gosto da minha versão. Mostra-me a tua, deixa-me aninhar nessas coisas que tu sabes e eu não, quieta, a ouvir-te falar-me ao ouvido, inebriada na tua pele, começando a descoberta dos lugares que se quer saber de cor.





Que bem escreves…
*blush*
Mimas-me! Email e morada seguem dentro de momentos!
Beijo
ja tinha saudades de te ler assim, escreves tão bem, joaninha, delicio-me a ler-te